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A blogosfera é um dos primeiros fenômenos trazidos pela popularização da internet. É importante ressaltar que a internet serviu de abrigo para uma categoria profissional, que aqui encontrou um espaço de expressão.

Trata-se da classe jornalística. Muitos jornalistas encontraram na internet a oportunidade de exercer a profissão, uma vez que o mercado de trabalho é restrito. Além disso, encontraram a oportunidade de se expressar com maior liberdade, longe das amarras impostas pelas linhas editoriais da grande mídia e formatos muitas vezes engessados no tratamento da informação.

Essa informação é importante no sentido de precaver os interessados sobre o nível das iniciativas editoriais na grande rede. Há muita coisa de altíssimo nível sendo feita. Essas iniciativas são tocadas por profissionais de comunicação, que conhecem a técnica jornalística e a usam em seus projetos.

Segmentação e nicho

Pode-se observar, sobretudo a partir do começo dessa década, a proliferação de verdadeiros portais segmentados, com forte ingrediente de profissionalismo. Talvez o termo “segmentados” não seja o mais adequado. Segmentação nada mais é que uma estratégia das empresas para dividir o seu público-alvo em grupos com características próprias, de modo a melhor atendê-los.

As grandes editoras, por exemplo, segmentam seus veículos de acordo com a diversidade do público e dos temas, criando publicações com temas e abordagens diversas. Esses segmentos são chamados nichos. É no marketing de nicho que as novas iniciativas editoriais baseiam suas estratégias. Pelo menos, grande parte delas. É uma forma de competir com as grandes publicações, através da especialização em um determinado tema e um determinado público.

Exemplo de nichos são torcedores de um determinado clube, praticantes de atividades físicas, médicos, engenheiros, praticantes de uma modalidade esportiva, pessoas que gostam de viajar, amantes de literatura, enfim, há uma quantidade gigantesca de nichos. Pode-se dizer que há nichos para todo mundo, alguns sequer explorados, seja pelas empresas, seja pelas iniciativas editoriais. Há, inclusive, nichos dentro dos nichos. Ou seja, dentro deu um determinado público com muitas coisas em comum, há aqueles que apreciam temas específicos, os com maior ou menor escolaridade e de faixas etárias diferentes.

Os blogs são, na realidade, iniciativas editoriais. Eles oferecem conteúdo, entretenimento, informação e interatividade. Sendo assim, enquanto iniciativas editoriais, no meio de uma blogosfera hiperpopulosa, com cada um querendo vender o seu peixe, não há melhor estratégia para o blogueiro do que buscar o marketing de nicho.

Quer ser um influenciador de sucesso? Torne-se um especialista

Essa estratégia consiste em delimitar bem a combinação de tema, público-alvo e linha editorial. A linha editorial é a forma como, em geral, o blogueiro tratará o tema, que seja da forma mais agradável ao público que escolheu para atender.

O sucesso do negócio se mede pelo número de pessoas que acessam o blog e pelo quanto o blogueiro se transforma num influenciador, um formador de opinião. O caminho para ser um influenciador reconhecido consiste em dois elementos: conhecimento e apresentação. A apresentação é fundamental. Uma página bem escrita, num blog com ótima apresentação visual, onde a combinação desses fatores se traduza em uma mensagem clara para o leitor, é fundamental.

Nada disso será relevante, no entanto, se não houver uma coisa chamada “especialização”. O marketing de nicho permite isso. Quanto mais você se aprofunda num assunto, apresentará mais conhecimento e conteúdo, e, consequentemente, você terá maior credibilidade como influenciador.

Em outras palavras, o caminho é escolher o seu nicho e se tornar um especialista no assunto. Quanto maior for sua especialização, maior será sua credibilidade, o que leva a um outro tema que vamos tratar no próximo artigo: “O conteúdo ainda é o Rei?”.